Vale de Cambra aprova orçamento de 22 M€ para 2018

Câmara e Assembleia de Vale de Cambra aprovaram, neste mês de dezembro, com o voto contra da oposição, o orçamento municipal para 2018, no valor de 22 milhões de euros, que representa um aumento de cerca de quatro milhões de euros relativamente a 2017, um dos mais altos dos últimos anos, segundo o presidente da Autarquia.

22 milhões de euros é o orçamento municipal de Vale de Cambra para 2018, que cresceu 23,51% face a 2017, e foi considerado por José Pinheiro um dos mais altos dos últimos anos.

“Este orçamento é realisticamente um dos valores mais altos dos últimos anos, e que surge no seguimento de um período em que houve dificuldades para equilibrar as contas do Município”, afirmou o presidente da Câmara, na última reunião de Câmara, onde foi discutido o ponto, pela primeira vez.

A aposta é a valorização do concelho com obras que vão desde a requalificação do património edificado; da melhoria das condições ambientais; da melhoria dos indicadores e condições para as crianças, passando pelo melhoramento das redes de abastecimento de água e saneamento e pela atenção e sensibilização para a floresta.

As medidas que têm maior parcela de investimento, no plano de atividades para 2018, são as “funções sociais”, com 8,6 milhões de euros e, dentro dessas, a “habitação e serviços coletivos”, com 4,1 milhões.

No próximo ano, será feito um investimento de 1,7 milhões de euros na requalificação da Escola EB 2/3 das Dairas; 1,89 milhões de euros no reforço da rede de abastecimento de água na zona sul das freguesias de Rôge, Macieira de Cambra e S. Pedro de Castelões; 1,2 milhões para a drenagem de águas residuais em Rôge e Macieira de Cambra; 628 mil euros para criação da Rede de Percursos Pedonais Contínuos e Livres de Obstáculos; e 610 mil para converter o antigo cinema em centro de artes e espetáculos.

O orçamento foi aprovado em reunião de câmara, com os cinco votos favoráveis do CDS-PP, e com a abstenção do PS e um voto contra do PSD e em Assembleia Municipal, no dia 21 de dezembro, por maioria de 21 votos a favor, cinco votos contra (da bancada do PSD e do membro municipal, Albano Braga e duas abstenções (de Albino Almeida e Ana Silva, da bancada do PS).

Em reunião de câmara, o vereador do PS, Nelson Martins, fez uma declaração de voto, dizendo que, as Grandes Opções do Plano terão em conta as expetativas do eleitorado que votou na maioria CDS/PP, mas lembrou que, ao longo de 2018, os socialistas vão estar “atentos ao que se prometeu, ao que se fez e a como se gastaram as verbas do erário público”.

Contactado pelo Voz de Cambra, o vereador do PSD, Pedro Almeida, diz ter votado contra o orçamento, porque este “não tem visão estratégica de futuro para Vale de Cambra e não responde àquilo que são as verdadeiras necessidades do concelho e a clara perda de população e desertificação”.

No que diz respeito às obras de expansão da rede de água e saneamento, Pedro Almeida autarca lamentou que essas não abranjam todo o concelho, “esquecendo as freguesias do interior”. Quanto ao 1,7 milhões de euros de investimento para a escola das Dairas, o autarca disse que este deveria caber ao Estado, por ser proprietário do imóvel. O social-democrata referiu-se ainda ao facto deste orçamento não ter “nenhum investimento sério na área empresarial, que o PSD gostaria de ver, nomeadamente com a criação de uma incubadora de empresas”, nem vê ali retratada “uma política séria de melhoria e de incentivo e requalificação do centro da cidade, nomeadamente no que ao comércio diz respeito”.

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