Paulo Almeida – duas décadas a servir Junqueira na Música

O reconhecimento público de uma entrega apaixonada à Música é o tributo que quero partilhar nestas páginas com todos os leitores Valecambrenses.

A minha prosa nesta edição da Voz de Cambra vai direitinha para o Maestro Paulo Almeida, que ao longo de duas décadas se dedicou de corpo e alma ao engrandecimento artístico e musical da Banda de Junqueira, uma formação que sob a sua batuta granjeou imenso prestígio por todo o lado, não apenas pela qualidade artística das interpretações que a banda foi tendo sob a direção, mas também pela ousadia e exigência do repertório que selecionava.

Aplica-se ao Paulo Almeida o velho dito popular de que filho de peixe sabe nadar e no caso dele assim é efetivamente, porquanto herdou com toda a certeza o património genético e artístico do seu pai, Manuel Joaquim Almeida, que antecedeu o filho na direção artística da banda nas duas décadas anteriores, precisamente entre 1978 e 1999.

Na verdade o nosso Maestro Paulo Almeida é um homem da casa, quer dizer, de Junqueira e da sua Banda onde iniciou os seus estudos musicais, começando a aprender trompete apenas com 6 anos de idade.

Frequentou depois a Academia de Musica de Vale de Cambra, onde concluiu o 5º Grau, prosseguindo os estudos no Conservatório de Música do Porto, na classe do professor Francisco Silva, reputado músico do quadro efetivo da antiga Orquestra da Radiodifusão Portuguesa. Posteriormente, licenciou-se em Música, variante Trompete no Instituto Jean Piaget – Viseu, na classe do professor Lúis Granjo.

O Maestro Paulo Almeida, na sua ânsia de aprofundar o seu conhecimento e aprimorar a sua capacidade técnica e interpretativa, trabalhou com vários professores, que são instrumentistas de alto gabarito, nomeadamente Paulo Reis, Fernando Ribeiro, António Silva, Ivan Crespo e Pierre Dutot.

Mas Paulo Almeida, sempre insatisfeito e sedento de mais conhecimento e sabedoria musical, continuou a sua formação superior e colecionou um Mestrado em Pedagogia do Instrumento, na classe do professor Luís Granjo e John Haigi, a que depois acrescentou ainda um Mestrado em Ensino em Música, onde concluiu a profissionalização.

Foi diretor do curso de instrumentista na escola secundária de Arouca entre 2009 e 2012.

Realizou alguns estágios de orquestra de Sopros, como  Diretor Artístico em Castro Daire e Argoncilhe – Santa Maria da Feira.

Atualmente leciona as disciplinas de Trompete e Orquestra de Sopros, na Academia de Música de Arouca, Vale de Cambra e no conservatório de Música Terras de Santa Maria – Fornos – Santa Maria da Feira.

Desempenhou até muito recentemente, as funções de Diretor Artístico da banda de Junqueira, cargo que exercia desde 1999.

Chegado o momento de fazer valer os seus méritos e justos pergaminhos, o Maestro Paulo Almeida decidiu abraçar novos e mais exigentes desafios, dando largas ao seu imenso conhecimento, capacidade técnica e talento artístico-musical.

É justo que neste momento em que o nosso Maestro abraça novos desafios na sua vida artística, que tenhamos a hombridade e até a humildade, de reconhecer o seu mérito e o património que deixa quer na Banda de Junqueira, como na sua amada Freguesia e na sua querida Vale de Cambra.

Receio bem que sejam os de fora a ensinar-nos o quanto vale o talento dos nossos melhores artistas, como este do calibre do Paulo.

Da minha parte, decidi que não vou esperar que ninguém de fora me venha dar essa lição, razão pela qual, quero expressar aqui neste jornal, de forma muito clara e inequívoca, que me sinto orgulhoso por termos em Junqueira e em Vale de Cambra, um Músico do alto gabarito do Paulo Almeida, trompetista e Maestro.

 

 

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