Vale de Cambra com orçamento de 21,8 milhões de euros para 2019

Vale de Cambra aprovou orçamento de 21,8 milhões de euros para 2019, menos 1,34% face a 2018. Oposição votou contra por considerar que o documento “não tem nada de novo”.

Cristina Maria Santos

O Presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra que falava na apresentação do Orçamento para 2019 e Grandes Opções do Plano para 2019-2022 na última Assembleia Municipal, do dia 24 de novembro, considerou que este documento reflete a recuperação que o município tem feito em termos financeiros.

“Reflete a boa gestão, reflete o pacote financeiro do Portugal 2020, com as inúmeras obras, algumas delas já estão a ser executadas e outras ainda estão para ser lançadas”, referiu.

José Pinheiro disse ainda que este é um orçamento “de rigor que continua a fazer com que o concelho se desenvolva e inverta o ciclo de estagnação”.

O documento que já tinha sido apresentado e aprovado pelo executivo, em reunião de câmara, de 23 de outubro, conta com 21,8 milhões de euros, menos 1,34% face ao de 2018.

O vice-presidente da Câmara de Vale de Cambra disse, na altura desta reunião, que espera que 2019 venha a ser um dos anos com maior nível de investimento pago de sempre.

“O município está preparado, dotado com capacidade de tesouraria e com liquidez”. Este orçamento permite que Vale de Cambra ganhe novas infraestruturas, desejadas pelos munícipes e necessárias ao nosso desenvolvimento”, referiu.

António Alberto Gomes garantiu tratar-se de um orçamento “realista e pragmático”.

“O investimento previsto existe ao nível do abastecimento de água, saneamento, ensino, cultura, turismo, desporto, indústria, as vias e comunicação, manutenções necessárias e despesas que, apesar de serem apelidadas de correntes, são muito mais que isso, constituem alicerces do bem-estar e do aumento da qualidade de vida das populações, como transportes e refeições escolares, e a limpeza urbana, recolha e tratamento de resíduos sólidos”, referiu.

O orçamento para 2019 foi aprovado, em reunião de Câmara, com cinco votos a favor da maioria CDS, uma abstenção do PS e um voto contra do PSD.

Nelson Martins, do PS absteve-se desta votação, questionando o executivo quanto à preocupação com a preservação de um bom ambiente no município, “onde supostamente, dado que não se encontra dados, mas sim bocas, tanta gente padece de cancro”.

O vereador do PSD, Pedro Almeida votou contra este orçamento por considerar que não apresenta “estratégia para o desenvolvimento do concelho”.

“Existem obras penduradas, genéricas, estando sempre, o sr. presidente, à procura de um aviso relativo a fundos comunitários para concorrer independentemente da utilidade prática das obras do concelho”.

Já em votação na última Assembleia Municipal, o PSD também votou contra por considerar que “este orçamento não tem nada de novo”.

“Este Orçamento não dá importância à indústria e ao comércio. Não há um grande projeto cultural em Vale de Cambra e o comércio e turismo são sempre os parentes pobres. Este orçamento não serve as expectativas para Vale de Cambra”, disse Adriana Rodrigues, membro da Assembleia Municipal, pelos sociais-democratas.

O PS também votou contra este Orçamento por achar que “continua a faltar um projeto futuro para Vale de Cambra”.

“Continuamos sem atrativos industriais e a habitação continua a ser cara e, na saúde, não há perspetivas de melhoramento”, afirmou Albino Almeida, membro da Assembleia Municipal, pelos socialistas.

O membro independente, Albano Braga também considerou não estarem a ser apresentadas, neste documento, soluções para o futuro, a nível de natalidade, nem na causa animal e nem no associativismo.

Da bancada do CDS, José Soares declarou que este Orçamento procurou o equilíbrio das finanças e que este é “um orçamento de investimento”.

Grandes obras para 2019-2022

Das Grandes Opções do Plano, destacam-se obras como: a ampliação da rede de abastecimento de água à zona sul das freguesias de Rôge, Macieira de Cambra e São Pedro de Castelões, na ordem dos 1,8 milhões de euros; a requalificação da Escola EB 2,3 de Dairas, onde serão gastos 1,7 milhões de euros; a reconversão do antigo cinema em centro de artes e espetáculos, que custará um milhão de euros; a drenagem de águas residuais na zona sul das freguesias de Rôge e Macieira de Cambra no valor de 900.000 euros; a criação de uma rede de percursos pedonais, na ordem dos 424.000 euros e uma via pedonal e ciclável entre São Pedro de Castelões e Burgães, com o valor de 376.000 euros.

A Autarquia valecambrense conta com uma receita corrente de 13,8 milhões de euros e uma receita de capital de 7,9 milhões. Quanto à despesa corrente será de 10,8 milhões e a de capital de 10,9 milhões.

O executivo explicou ainda que as “funções sociais” vão absorver a maior parte do orçamento, mais de oito milhões de euros, seguindo-se os custos com habitação e serviços coletivos, no valor de quatro milhões de euros.

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