Município de Vale de Cambra quer promover “Espaços Verdes e Vivos” do Concelho

O município de Vale de Cambra promoveu sessão temática intitulada “Espaços Verdes e Vivos”, com o objetivo de divulgar a “beleza natural e paisagística” do Concelho. 

Cristina Maria Santos

Ambiente, riqueza natural e preservação do habitat, foram os temas do encontro que decorreu no Edifício Municipal de Vale de Cambra e que juntou Autarquia e a Associação de Defesa do Ambiente – Campo Aberto, do Porto.

A sessão temática “Espaços Verdes e Vivos”, reuniu dezenas de participantes que se mostraram interessados nas problemáticas associadas aos espaços naturais existentes na Área Metropolitana do Porto, onde se inclui Vale de Cambra.

A iniciativa deu a conhecer o património natural do Concelho, abordando simultaneamente, aspetos da geologia, fauna e flora existentes no território.

Durante a sessão, foi ainda apresentada a obra “Espaços Verdes e Vivos – um futuro para a Área Metropolitana do Porto”, da autoria da Associação Campo Aberto.

A abertura da sessão temática foi presidida pelo vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Alexandre Pinho que aproveitou a apresentação do livro para destacar “a premência da valorização e proteção do meio ambiente, da grande mancha verde de que estamos rodeados e a necessidade de uma estratégia que potencie a sua preservação e a sua promoção”.

O jovem Pedro Pinho Suarez, autor com obras cuja inspiração é a sua terra natal – Vale de Cambra, e nas quais faz referências ao meio ambiente e à biodiversidade, falou ali sobre a “A Vida no Vale – uma História Natural sobre Vale de Cambra”, um tema que faz parte da sua investigação.

Joel Santos, técnico da Câmara Municipal proporcionou, ainda durante a parte da manhã, a oportunidade de efetuar “um olhar” sobre o património natural e paisagístico do concelho, que incluiu a apresentação de um vídeo e de fotos exemplificativas da riqueza natural do concelho.

O professor, ambientalista e presidente da direção da Associação Campo Aberto, José Marques, destacou que o livro Espaços Verdes e Vivos pretende “voltar a alertar as pessoas para os espaços verdes e envolver os cidadãos, municípios e instituições nessa necessidade de preservação e ampliação dos mesmos”.

Ambiente como aposta deste executivo   

O presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra, José Pinheiro, encerrou a sessão com a referência à aposta deste executivo na área do ambiente.

“O Município de Vale de Cambra está a capitalizar os fundos comunitários existentes para mobilidade urbana, investindo nas vias cicláveis e pedonais livres de obstáculos, o que se traduzirá, num futuro próximo, na redução das emissões de gases com efeito de estufa e à diminuição dos consumos energéticos. Em simultâneo, decorrem os trabalhos de alargamento da rede de abastecimento de água e drenagem de águas residuais, numa empreitada que ascende os três milhões de euros e que beneficiará as freguesias de Rôge, Macieira de Cambra e S. Pedro de Castelões”, referiu.

Paraduça como exemplo da riqueza natural do Concelho

Para além da sessão temática, os convidados tiveram a oportunidade de conhecer a aldeia de Paraduça, freguesia de Arões, que serviu de exemplo demonstrativo da “riqueza natural” do concelho e contacto direto com o seu património natural, cultural e paisagístico.

Depois de um almoço de confraternização, promovido pela Associação para o Desenvolvimento Turístico e Cultural de Paraduça (ADTCP), os visitantes fizeram uma caminhada pelo Percurso Pedestre (PR6) – que inicia na aldeia de Paraduça e que dá a conhecer, entre outras características rurais, cinco moinhos de rodízio restaurados.

Um percurso que permitiu ainda visitar o baldio onde recentemente decorreu a reflorestação no âmbito do Projeto das 100.000 Árvores na Área Metropolitana do Porto.

O vereador José Alexandre Pinho fez um balanço “extremamente positivo” do evento e relembrou que a Autarquia irá continuar a apostar na reflorestação dos espaços verdes.

“O Município de Vale de Cambra irá continuar a reflorestar os espaços verdes da sua competência, privilegiando as espécies autóctones. Recentemente, e de forma a incentivar o mesmo tipo de iniciativas por parte da população, foi criado o “Regulamento para a Promoção da Castanha e do Castanheiro”, atualmente em fase de consulta pública, que visa a plantação gratuita de 1000 castanheiros”, disse.

Leia a notícia completa na edição em papel.

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