Parque subterrâneo faturou 43 mil euros em 2018

A Câmara de Vale de Cambra obteve uma receita de 43 mil euros no primeiro ano de gestão do parque de estacionamento subterrâneo, o dobro da média conseguida nos sete anos de existência do imóvel, revelou um estudo da Autarquia.


Cristina Maria Santos

 

Depois de ter assumido, em 2017, a responsabilidade de exploração do estacionamento, a Câmara de Vale de Cambra faz um balanço positivo do último ano de gestão deste imóvel e, em 2018, faturou cerca de 43 mil euros. A Autarquia fala de “evolução da faturação”, que vem contrariar os sete anos de baixa taxa de utilização deste imóvel desde que entrou em funcionamento, em 2010.

“Nesse ano faturou 8.240,05 euros. Ao longo dos anos seguintes, até 2017, a faturação não ultrapassou os 25.000 euros, com destaque para 2017, com 24.326,55 euros.

O ano mais negativo foi o de 2012, com uma faturação total de 15.974,30 euros”, explica o estudo comparativo realizado pela Autarquia valecambrense.

O relatório revela que, logo no primeiro semestre do ano de 2018, já se perspetivava um ano positivo, tendo atingido um valor faturado de 15.196,25 euros, “nunca alcançado em nenhum semestre anterior”.

Em julho do ano passado, a Autarquia aprova o novo regulamento de estacionamento e promove uma campanha de divulgação, com nova imagem, com o objetivo de dinamizar o parque subterrâneo e tornar a sua utilização mais apelativa, quer através de uma campanha de promoção, quer pela prática de preços mais convidativos à sua utilização, aliado a um horário prolongado.

“Apesar do abaixamento de todos os preços praticados no parque, incluindo uma redução de 33% da tarifa horária para os utilizadores rotativos, a faturação no final do semestre atingiu os 28.290,05€, contribuindo significativamente para a obtenção de um valor faturado de 43.486,30€ no final do ano”.

Neste estudo comparativo, o Município não considerou os valores das rendas cobradas ao espaço de restauração existente na praça central, explicando que, a curto prazo, vai fazer uma análise, relativamente às receitas e custos deste Parque.

“O objetivo é que as receitas cubram os custos. De outra forma, se isso não for atingido, passam as ser todos os munícipes a financiar o parque ao invés dos utilizadores”, explicou o vereador da gestão dos espaços públicos, José Alexandre Pinho ao jornal Voz de Cambra.

Embora não tenha sido alvo deste estudo comparativo, por ausência de dados dos anos anteriores, a Câmara revela também o valor arrecadado com o estacionamento dos 300 lugares à superfície no ano transato – 13.594,84 euros.

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Ainda relativamente ao parque subterrâneo, na última Assembleia Municipal, que decorreu a 22 de fevereiro, o PSD questionou a Autarquia relativamente à existência de problemas a nível estrutural neste imóvel, sob pena de estes poderem vir a por em causa a segurança dos seus utilizadores.

“Queremos saber se já foi feito algum relatório sobre a segurança desta infraestrutura”, declarou António Augusto Almeida, membro da Assembleia, pelos sociais democratas. Em resposta a esta questão, José Pinheiro admitiu a existência de infiltrações “que importa verificar”, mas não acredita que estas possam trazer problemas aos utilizadores.

Em declarações ao Voz de Cambra, o vereador José Alexandre Pinho diz que a segurança das pessoas nunca esteve em causa e que as infiltrações, que sempre existiram, têm vindo a ser reparadas, mas que a impermeabilização total requer “um levantamento exaustivo dos custos que implica”.

 

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