Município de Vale de Cambra aposta em estratégia para o turismo

“Vale de Cambra ainda não é um destino turístico, mas tem recursos para o vir a ser”, afirmou, na última sexta-feira, a diretora executiva do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento Turístico, empresa que está a elaborar o plano estratégico de promoção deste Município, com a ajuda dos intervenientes turísticos do concelho.

Cristina Maria Santos

Mónica Montenegro disse que “têm sido feitas algumas ações dispersas”, mas que, o objetivo passa agora por “pegar no que são os recursos do concelho e criar atratividade”, reforçou a também valecambrense.

Recursos esses que já foram identificados. A serra, rios/água; a diversidade e qualidade de recursos turísticos; a rede de rotas e percursos pedestres; a qualidade dos produtos locais; a gastronomia e vinho verde; o património industrial; a história de Ferreira de Castro e as Associações desportivas, são algumas das potencialidades que o concelho apresenta.

Depois de 35 entrevistas, realizadas aos intervenientes na atividade turística do concelho, o IPDT já conseguiu detetar os aspetos a melhorar no concelho. A falta de uma estratégia para o turismo (cada um trabalha por si); a falta de promoção; a falta de oferta de atividades de animação turística, são algumas das falhas a apontar.

A primeira sessão de recolha de contributos decorreu, no dia 5 de abril, no salão dos Paços do Concelho e serviu para apresentar os primeiros resultados do diagnóstico já desenvolvido.

O objetivo da implementação deste Plano passa por atrair investimento; promover o empreendedorismo; juntar empresários, decisores e comunidade; fixar a população; alavancar o desempenho do turismo, explicou a responsável pelo Marketing, no IPDT.

Mónica Montenegro lembrou que Vale de Cambra se situa numa região de oportunidades e que pode ganhar com esta proximidade ao Norte.

“A Região Porto-Norte foi a que mais cresceu no País em termos de dormidas”, exemplificou.

Em questões de dormidas, Vale de Cambra, contabilizou 13 mil e 6.000 hóspedes (80% portugueses), com 366 mil euros em proveitos de venda de quartos.

A diretora executiva referiu, no entanto, que a taxa de ocupação no concelho é de apenas 17%.

Presentes nesta sessão, estiveram responsáveis da restauração, alojamento, agências de viagens, comércio, animação turística, associações desportivas e culturais, que ali deram o seu contributo para o desenvolvimento da estratégia.

A deputada municipal Adriana Rodrigues, também quadro do Turismo Centro de Portugal frisou a importância de Vale de Cambra apostar na diferenciação e na união dos agentes públicos e privados.

O processo de auscultação vai continuar até 12 de abril e a apresentação pública deverá ser feita em junho deste ano. O Plano Estratégico de Desenvolvimento e Marketing Turístico deverá ser implementado no concelho, até ao final do ano.

O IPDT apelou à colaboração de todos os intervenientes e deixou o contacto para fazer chegar contribuição para este projeto: ipdtipdt.pt

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“Vale de Cambra pode dar um salto interessante na área do turismo nos próximos dois/três anos”

O presidente da Câmara de Vale de Cambra disse, nesta sessão, que o município quer “abrir as portas ao país e ao mundo”.

Ao jornal Voz de Cambra, José Pinheiro explicou que este Plano Estratégico será um documento que permitirá que, nos próximos cinco/dez anos, o concelho possa ter uma linha orientadora para o turismo.

“Vale de Cambra tem potencial, sítios bonitos e temos vindo a fazer algumas coisas na área do turismo, mas são coisas soltas”, admitiu.

José Pinheiro deu o exemplo da criação da marca “Vale Mágico; o início das obras de recuperação do edifício da Casa Florestal da Felgueira, onde irá funcionar o Centro Interpretativo da Serra da Freita; a promoção da aldeia de Trebilhadouro, os Percursos Pedestres em vários pontos do Concelho; a Casa de Broa de Paraduça, as redes de ciclovias; o projeto do Rio Caima; o investimento que tem sido feito na área do turismo rural.

“Temos de ter algo que amarre isto tudo e isso tem de ser feito por quem sabe, por uma empresa que são profissionais na matéria, como o é o IPDT”, referiu.

José Pinheiro disse que é preciso saber qual o caminho a seguir nesta área e acredita que, “nos próximos dois/três anos, Vale de Cambra pode dar um salto interessante na área do turismo”.

 

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