{"id":1581,"date":"2020-11-14T13:09:48","date_gmt":"2020-11-14T13:09:48","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdecambra.pt\/?p=1581"},"modified":"2020-11-14T13:16:02","modified_gmt":"2020-11-14T13:16:02","slug":"covid-19-restaurantes-valecambrenses-contra-medidas-impostas-pelo-governo-alguns-podem-nao-sobreviver-ate-ao-fim-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/avozdecambra.pt\/?p=1581","title":{"rendered":"Restaurantes valecambrenses contra medidas impostas pelo Governo. Alguns podem n\u00e3o sobreviver at\u00e9 ao fim do ano"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Ant\u00f3nio Lopes, propriet\u00e1rio do \u201cColher de Pau\u201d tenta colmatar as despesas do restaurante, na Rua da F\u00e1brica, em Vale de Cambra, e que, face \u00e0 crise provocada pela pandemia de covid-19, est\u00e3o a ser dif\u00edceis de cobrir. A situa\u00e7\u00e3o de \u201cdesespero\u201d estende-se a todo o setor face \u00e0s novas restri\u00e7\u00f5es anunciadas para combater a pandemia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o estende-se a todo o setor de restaura\u00e7\u00e3o da cidade e do concelho de Vale de Cambra, que ainda n\u00e3o obrigou ao fecho das suas casas, mas est\u00e1 l\u00e1 perto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es ao Voz de Cambra,&nbsp;Ant\u00f3nio Lopes, propriet\u00e1rio do restaurante \u201cColher de Pau\u201d explicou que as novas medias s\u00e3o insuport\u00e1veis \u00e0 sobreviv\u00eancia do neg\u00f3cio com 20 anos de exist\u00eancia. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemo que n\u00e3o consiga chegar ao final do ano\u201d, lamenta o empres\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em causa est\u00e3o as novas medidas de restri\u00e7\u00e3o anunciadas pelo Governo esta semana, nomeadamente o recolher obrigat\u00f3rio a partir das 13 horas nos dois pr\u00f3ximos fins de semana nos 191 concelhos mais afetados pela pandemia, que se junta ao j\u00e1 determinado encerramento dos restaurantes \u00e0s 22.30.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale de Cambra faz parte dos concelhos de maior risco de contrair a doen\u00e7a e, por isso, enfrenta as consequ\u00eancias destas restri\u00e7\u00f5es, que est\u00e3o a levar muitos restaurantes ao desespero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 certo que alguns est\u00e3o a trabalhar em \u201ctake away\u201d e t\u00eam conseguido suportar os custos, muitos s\u00e3o aqueles que isso n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil porque os pratos confecionados n\u00e3o se adequam a este tipo de servi\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAqui fazemos vitela assada, bacalhau no forno, grelhados a sair da brasa, que devem ser comidos na hora, a sair da cozinha para a mesa dos clientes\u201d, lembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do primeiro confinamento e com uma equipa de seis trabalhadores, Ant\u00f3nio Lopes v\u00ea-se agora com dificuldades em pagar ao fim do m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 aqui Investi e fiz um esfor\u00e7o para conseguir pagar as minhas contas, mas come\u00e7a a ser dif\u00edcil, principalmente com as novas medidas\u201d, refere.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFechar \u00e0s 22.30 j\u00e1 foi uma medida que nos prejudica muito, mas fechar aos fins de semana \u00e0s 13 horas, \u00e9 para acabar mesmo o neg\u00f3cio\u201d, frisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de seis meses com uma quebra de 70% na fatura\u00e7\u00e3o, era no fim de semana que Ant\u00f3nio Lopes conseguia a maior percentagem de fatura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNeste momento, o fim de semana \u00e9 que nos dava para sobreviver\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, o problema n\u00e3o \u00e9 apenas financeiro ou de quebras nos lucros, refere o propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos a falar de uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O empres\u00e1rio lamenta ainda que as novas medidas n\u00e3o tragam apoios associados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPod\u00edamos at\u00e9 fechar mas tinham de nos subsidiar e n\u00e3o tirar simplesmente os clientes\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f3nio Lopes acusa o&nbsp;Governo&nbsp;de estar sempre a mudar de estrat\u00e9gia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrimeiro imp\u00f4s o limite de cinco pessoas por mesa, depois passou a seis, logo a seguir foi encerrar \u00e0s 22:30 e agora \u00e0s 13h nos fins de semana. Assim \u00e9 muito complicado sobreviver\u201d, garante. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O propriet\u00e1rio acredita que, para os clientes, isto possa gerar confus\u00e3o e considerar serem estes locais de cont\u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde o in\u00edcio da pandemia que reduzimos para metade o n\u00famero de mesas e de pessoas no estabelecimento. De 64 passamos para 32 pessoas no restaurante. Temos desinfetante em v\u00e1rios pontos da sala e temos os maiores cuidados com a desinfe\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. N\u00e3o somos local de cont\u00e1gio e acredito que a maioria dos restaurantes est\u00e3o a cumprir estas regras\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Os donos dos restaurantes t\u00eam-se manifestado um pouco por todo o pa\u00eds e tamb\u00e9m a Associa\u00e7\u00e3o Empresarial de Cambra Arouca (AECA) exige o alargamento da hora de almo\u00e7o dos s\u00e1bados e domingos at\u00e9 \u00e0s 15h seria uma medida mais rent\u00e1vel para os restaurantes, bem como pedem que seja feita uma maior fiscaliza\u00e7\u00e3o, aos estabelecimentos que n\u00e3o cumprem as recomenda\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a da DGS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe consegu\u00edssemos estar abertos at\u00e9 \u00e0s 15h aos fins de semana, n\u00e3o perder\u00edamos tudo como se vai verificar com esta medida\u201d, refere ainda o propriet\u00e1rio Ant\u00f3nio Lopes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A AECA reagiu negativamente \u00e0 decis\u00e3o do Governo de decretar a proibi\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o, nos concelhos determinados com risco elevado (onde se incluem os concelhos de Arouca e Vale de Cambra) e lembrou que esta decis\u00e3o ir\u00e1 ter graves consequ\u00eancias no com\u00e9rcio e restaura\u00e7\u00e3o e na economia destes concelhos e em Portugal em geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de os restaurantes n\u00e3o terem de fechar portas,&nbsp;esta fase n\u00e3o deixa de ser um encerramento de porta aberta visto&nbsp;os restaurantes continuarem abertos, mas completamente vazios\u201d, informou Carlos Brand\u00e3o, presidente da AECA, associa\u00e7\u00e3o que representa o com\u00e9rcio e empresas do concelho de Vale de Cambra. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f3nio Lopes, propriet\u00e1rio do \u201cColher de Pau\u201d tenta colmatar as despesas do restaurante, na Rua da F\u00e1brica, em Vale de Cambra, e que, face \u00e0 crise provocada pela pandemia de covid-19, est\u00e3o a ser dif\u00edceis de cobrir. 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