{"id":8310,"date":"2023-04-30T13:55:58","date_gmt":"2023-04-30T13:55:58","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdecambra.pt\/?p=8310"},"modified":"2023-04-30T13:57:16","modified_gmt":"2023-04-30T13:57:16","slug":"canto-a-vozes-de-mulheres-em-consulta-publica-para-inscricao-no-patrimonio-cultural-imaterial","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/avozdecambra.pt\/?p=8310","title":{"rendered":"<strong>\u2018Canto a Vozes de Mulheres\u2019 em consulta p\u00fablica para inscri\u00e7\u00e3o no Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Foi publicado, esta sexta-feira, o aviso de abertura do processo de Consulta P\u00fablica sobre o projeto de decis\u00e3o de inscri\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o \u201cCanto a Vozes de Mulheres\u201d no Invent\u00e1rio Nacional do Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial. A consulta p\u00fablica ter\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o de 30 dias. As cantadas do Grupo \u201cTerras de Ar\u00f5es\u201d, de Vale de Cambra integra este projeto e apela ao contributo de todos para levar por diante a fase que pretende proteger a cultura de um povo. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Abriu nova Consulta P\u00fablica para inscri\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o \u201cCanto a Vozes de Mulheres\u201d no Invent\u00e1rio Nacional do Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial (PCI). Foi publicado no&nbsp;<a href=\"https:\/\/dre.pt\/dre\/detalhe\/diario-republica\/83-2023-212322838\">Di\u00e1rio da Rep\u00fablica&nbsp;n.\u00ba 83\/2023<\/a>, S\u00e9rie II de 2023-04-28, p\u00e1gina 82, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/dre.pt\/dre\/detalhe\/anuncio\/86-2023-212322857\">An\u00fancio n.\u00ba 86\/2023<\/a>&nbsp;relativo \u00e0&nbsp;Consulta p\u00fablica para efeitos de inscri\u00e7\u00e3o do \u00ab<strong>Canto a Vozes de Mulheres<\/strong>\u00bb no&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.matrizpci.dgpc.pt\/MatrizPCI.Web\/InventarioNacional\/DetalheFicha\/763?dirPesq=0\">Invent\u00e1rio Nacional do Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial<\/a>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Grupo \u201cTerras de Ar\u00f5es\u201d, fundado em 1997 e sediado na freguesia do interior do concelho de Vale de Cambra integra este movimento que representa v\u00e1rios grupos sobretudo do Norte e Centro do pa\u00eds, que pretende que os caracter\u00edsticos cantares femininos permane\u00e7am e sejam um incentivo \u00e0 transmiss\u00e3o para as novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA cultura deste tipo de cantares perdura na freguesia de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e \u00e9 preciso proteg\u00ea-la e eterniz\u00e1-la\u201d, referia a presidente do Grupo, Maria da Luz, em reportagem do Voz de Cambra em 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cCanto a Vozes\u201d, tamb\u00e9m conhecido como canto polif\u00f3nico tradicional apresentou candidatura a patrim\u00f3nio da UNESCO com o objetivo de dar destaque e defender esta tradi\u00e7\u00e3o onde as mulheres cantam, a tr\u00eas e mais vozes, num repert\u00f3rio legado pela sociedade agr\u00e1ria tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO seu apoio \u00e9 fundamental!\u201d, apela o Grupo \u201cTerras de Ar\u00f5es\u201d para que participem na consulta p\u00fablica do processo de inventaria\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o &#8220;Canto a Vozes de Mulheres\u201d na Lista Nacional do Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial, que se encontra dispon\u00edvel atrav\u00e9s do sistema&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.matrizpci.dgpc.pt\/MatrizPCI.Web\/InventarioNacional\/DetalheFicha\/763?dirPesq=0\">MatrizPCI<\/a>, ou por e-mail para inpci@dgpc.pt.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO Canto a Vozes\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O canto a vozes de mulheres \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural que d\u00e1 voz a mulheres em diferentes localidades rurais do centro e norte de Portugal h\u00e1 sucessivas gera\u00e7\u00f5es e pode tamb\u00e9m encontrar-se em comunidades e(ou) grupos geograficamente distantes, mas que de alguma forma tiveram, ao longo da sua hist\u00f3ria, contacto com essas pr\u00e1ticas.<br><br>S\u00e3o as mulheres que, em grupos s\u00f3 de mulheres ou mistos, cantam as vozes que formam a polifonia vocal, sendo por isso as detentoras do conhecimento diferenciador desta pr\u00e1tica. Valorizam uma distribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o equitativa das cantadeiras pelas vozes cantantes, numa rela\u00e7\u00e3o que pode ir de 15 elementos na voz mais grave para um, dois ou tr\u00eas nas vozes mais agudas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta caracter\u00edstica performativa justifica que em cada um dos grupos haja, na maior parte dos casos, apenas duas ou tr\u00eas cantadeiras com compet\u00eancias para realizar a polifonia, na voz mais aguda. Face a essa escassez de cantadeiras detentoras desse saber espec\u00edfico, em situa\u00e7\u00e3o de luto ou doen\u00e7a destas cantadeiras, o grupo fica impedido de realizar as polifonias a tr\u00eas e mais vozes. Os grupos percebem essa fragilidade e t\u00eam consci\u00eancia da urg\u00eancia em desenvolver iniciativas no sentido de instruir novas cantadeiras na compet\u00eancia espec\u00edfica da sobreposi\u00e7\u00e3o de vozes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, uniram-se na Associa\u00e7\u00e3o de Canto a Vozes \u2013 Fala de Mulheres para discutir e implementar estrat\u00e9gias de salvaguarda. A complexidade deste saber-fazer musical, que implica a aquisi\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento coletivo de um amplo leque de compet\u00eancias musicais, tem dificultado esse processo de transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 de notar que tradicionalmente, as mulheres aprendiam a cantar de ouvido observando, imitando e seguindo as advert\u00eancias das cantadeiras mais experientes. No s\u00e9culo XXI, o contexto de transmiss\u00e3o que ocorria no trabalho coletivo ou dom\u00e9stico vem a ser substitu\u00eddo pelos contextos de prepara\u00e7\u00e3o ou ensaio (este \u00faltimo em processos com mais formalidade).<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o processo de transmiss\u00e3o continua a ser oral, atrav\u00e9s da escuta e reprodu\u00e7\u00e3o reiterada coletiva. Nas localidades onde o canto a vozes de mulheres se canta e faz ouvir, esta pr\u00e1tica assinala os momentos de celebra\u00e7\u00e3o dessa comunidade e do seu passado.<\/p>\n\n\n\n<p>(\u2026) Alguns grupos est\u00e3o ligados a associa\u00e7\u00f5es ou coletividades, ranchos folcl\u00f3ricos e\/ou grupos de folclore e, maioritariamente, os elementos destes coletivos mant\u00eam entre si afinidades familiares, de vizinhan\u00e7a, mas principalmente de perten\u00e7a, liga\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o de uma comunidade local.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte dos grupos n\u00e3o tem ensaiador ou maestro, sendo uma das cantadeiras ou cantadores a assumir a coordena\u00e7\u00e3o do canto a vozes. Desconhece-se a origem deste canto. Alguns estudiosos colocam a hip\u00f3tese de terem origem eclesi\u00e1stica (Bonito 1957) e anterior ao s\u00e9culo XVII (Sampaio 1940). Todavia, em narrativas de viagem h\u00e1 refer\u00eancias a grupos de mulheres a cantar polifonias nos campos (Montebelo 1660)&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi publicado, esta sexta-feira, o aviso de abertura do processo de Consulta P\u00fablica sobre o projeto de decis\u00e3o de inscri\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o \u201cCanto a Vozes de Mulheres\u201d no Invent\u00e1rio Nacional do Patrim\u00f3nio Cultural Imaterial. A consulta p\u00fablica ter\u00e1 a dura\u00e7\u00e3o de 30 dias. 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