{"id":1431,"date":"2020-10-31T15:39:29","date_gmt":"2020-10-31T15:39:29","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdecambra.pt\/?p=1431"},"modified":"2020-10-31T15:39:29","modified_gmt":"2020-10-31T15:39:29","slug":"imigrantes-de-cambra-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdecambra.pt\/?p=1431","title":{"rendered":"Imigrantes de Cambra para o Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o anterior procur\u00e1mos dar uma ideia da enorme quantidade de residentes em Cambra que pediram passaporte para o Brasil nos anos de 1880 a 1942.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao destino indicado nos pedidos a que tivemos acesso, cerca de 27% das fichas referem apenas, e de modo gen\u00e9rico, \u201cBrasil\u201d. Noutras, por\u00e9m, vem mencionado o nome do estado ou cidade de destino. Dos 3.755 registos que j\u00e1 reuni na minha base de dados da \u201cDi\u00e1spora Cambrense\u201d, cerca de 55% indicaram o estado de Rio de Janeiro, 27%&nbsp; referem genericamente o \u201cBrasil\u201d como destino, 10% indicam Santos, 3% seguiram para o Par\u00e1, 2% foram para S\u00e3o Paulo, 2% para Manaus e os restante indicaram como destino outras localidades (Ba\u00eda, Campinas, Esp\u00edrito Santo, Goi\u00e1s, Minas Gerais, Par\u00e1, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande do Sul e outras).<\/p>\n\n\n\n<p>Curioso tamb\u00e9m verificar que residentes de diversas freguesias do nosso concelho tinham prefer\u00eancia por um determinado destino.&nbsp; Assim, por exemplo, para Manaus foram 4 residentes em Castel\u00f5es, 4 de Cepelos, 37 de Macieira, 10 de Roge e 3 de Vila Ch\u00e3. Para Santos seguiram 13 de Ar\u00f5es, 79 de Castel\u00f5es, 21 de Cepelos, 21 de Macieira, 140 de Roge e 29 de Vila Ch\u00e3 &#8212; sendo que 22 destes disseram residir em Vila Ch\u00e3, quando, na realidade, eram naturais e residentes no Candal e Manhouce, de S. Pedro do Sul; Chave, Fermedo e Urr\u00f4, de Arouca; Cesar, Silva Escura e Rocas do Vouga e outras localidades vizinhas de Cambra. Neste caso n\u00e3o entendo por que raz\u00e3o se inscreveram no Governo Civil de Aveiro como sendo residentes em Cambra!<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao facto de v\u00e1rios residentes de uma determinada freguesia terem escolhido como destino uma mesma localidade brasileira, formando a\u00ed um \u201cn\u00facleo\/col\u00f3nia de Cambrenses\u201d, poder\u00e1 ser porque ali j\u00e1 se encontravam v\u00e1rias pessoas da sua fam\u00edlia ou conterr\u00e2neos que foram antes dos mesmos lugares das ent\u00e3o agrestes serranias de pastor\u00edcia da Freita ou do vi\u00e7oso e agr\u00edcola vale de Cambra. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 140 residentes de Roge que foram para Santos alguns eram das fam\u00edlias Almeida, Almeida Guerra, Barbosa de Matos, Carvalho, Costa, Costa Cabral, Fernandes, Maur\u00edcio, Pinho, Tavares e outras. Por exemplo, filhos de Ant\u00f3nio de Almeida Guerra e Mariana de Almeida foram para Santos, em abril de 1933, o Serafim, com 24 anos, solteiro e, em 1946, novamente o Serafim, ainda solteiro e j\u00e1 com 37 anos e o irm\u00e3o Delfim, com 29 anos, casado. Filhos de Ant\u00f3nio Maria da Costa Cabral e de Maria Rosa de Jesus foram os irm\u00e3os Ant\u00f3nio e Alberto em 1929 e a irm\u00e3 Alzira em 1939. Filhos de Ant\u00f3nio da Costa e Luciana foram os irm\u00e3os Francisco em 1903 e Agostinho em 1908. Filhos de Joaquim e Maria Tavares foram o Cust\u00f3dio em 1910, o Joaquim em 1911 e o Adelino em 1934. Filhos de Manuel Alves Felgueira e Maria Rosa de Pinho foram o Ant\u00f3nio e o Manuel, ambos em 1929, respetivamente com 18 e 16 anos de idade e o Serafim em 1933, com 28 anos, solteiro, etc. etc.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos mais casos poderiam ser referidos, o que tudo indica que familiares e vizinhos chamavam e auxiliavam conterr\u00e2neos seus de Cambra em determinados locais e cidades brasileiras onde tinham chegado anteriormente e j\u00e1 estavam estabelecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria longa e de leitura talvez um pouco fastidiosa a an\u00e1lise de muitos outros pormenores relacionados com os 3.755 residentes em Cambra que, entre 1880 e 1942, pediram passaporte para o Brasil. Fico-me por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Recolha e an\u00e1lise de Adolfo Coutinho (Adolfo.coutinho@netcabo.pt)\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Adolfo Coutinho<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"753\" height=\"456\" src=\"http:\/\/avozdecambra.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Centro-de-VC-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1432\" srcset=\"https:\/\/avozdecambra.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Centro-de-VC-2.jpg 753w, https:\/\/avozdecambra.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Centro-de-VC-2-300x182.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px\" \/><figcaption>Centro de Vale de Cambra<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na edi\u00e7\u00e3o anterior procur\u00e1mos dar uma ideia da enorme quantidade de residentes em Cambra que pediram passaporte para o Brasil nos anos de 1880 a 1942. 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