Feira da Castanha não se realiza este ano devido à pandemia. Quebra-se tradição de 15 anos

Quebrou-se a tradição de 15 anos. Era em novembro que muitos comerciantes da freguesia de S. Pedro de Castelões e do concelho de Vale de Cambra davam a conhecer o produto endógeno, a castanha e as atividades económicas locais. O evento trazia milhares de pessoas mas o surto trouxe o medo de ajuntamentos.

Este ano, pela primeira vez nos seus 15 anos de vida, a Feira da Castanha não se realizará devido à situação epidemiológica que vivemos neste momento. 

A junta de freguesia de S. Pedro de Castelões e a Câmara de Vale de Cambra, entidades promotoras do evento, resolveram não abrir portas à Feira que trazia, todos os anos, milhares de pessoas ao município.   

“Não se irá realizar por não se encontrarem reunidas as condições de segurança, de forma a cumprir-se as regras emanadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), dado que se trata de um evento de grande dimensão que, consequentemente, iria gerar ajuntamentos de pessoas de várias localidades, o que se pretende evitar perante a evolução desta pandemia”, refere Sérgio Soares, presidente da junta local. 

Incrementar a produção da castanha em grande escala, incentivando a sua comercialização e promover o plantio do castanheiro foram os objetivos da criação e realização deste certame.

Em declarações ao Voz de Cambra, Sérgio Soares refere que, este ano, há mais castanhas do que no ano anterior.

O facto de não poder ser realizado o evento, a junta de freguesia resolveu passar para o plano B. 

“Vamos fazer entrega castanheiros à população de S. Pedro de Castelões que se candidatou; vamos entregar um cartucho de castanhas aos meninos do pré-escolar e 1.º ciclo das escolas da freguesia, caso o Agrupamento de Escolas autorize; entre outras iniciativas como ter um percurso onde, durante o mês de novembro, as pessoas possam correr, caminhar e aproveitar a natureza e paisagens locais; e vamos oferecer castanhas como sobremesa às pessoas que vão aos restaurantes, no fim de semana de 6 a 8 de novembro”. 

Trata-se, segundo o presidente de “um incentivo ao comércio local” e de apoio ao desenvolvimento da atividade económica da maior freguesia de Vale de Cambra.


Recorde-se que, para além do produto endógeno – a castanha – esta Feira tinha também tasquinhas, doçaria, artesanato, eventos desportivos, produtos locais e regionais, animação, concertos, etnografia e mobilizava escolas, associações, empresas e comércio local.

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