Mais de 10 mil autarcas de todo o país participam esta segunda-feira, 12 de janeiro, nas eleições indiretas para as lideranças das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Em Vale de Cambra, a Assembleia Municipal reúne-se exclusivamente para a realização deste ato eleitoral, integrando o colégio eleitoral que vai escolher o presidente da CCDR Norte, a única das cinco regiões onde a liderança é disputada por dois candidatos.
Cristina Maria Santos
As eleições decorrem entre as 16h00 e as 20h00, junto das Assembleias Municipais, que funcionam como assembleias eleitorais para este ato. A Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) garantiu que os órgãos autárquicos estão preparados para assegurar o normal funcionamento do processo.
“As Assembleias Municipais estão preparadas para que este ato eleitoral decorra com toda a normalidade. Para o efeito, todas estarão abertas, tendo sido convocadas reuniões extraordinárias especificamente para a realização da Assembleia Eleitoral. Em alguns municípios estas reuniões destinam-se exclusivamente ao ato eleitoral, enquanto noutros foram integradas na ordem de trabalhos com outros pontos”, afirmou o presidente da ANAM, Fernando Santos Pereira, citado num comunicado.
A presidente da Assembleia Municipal de Vale de Cambra, Adriana Rodrigues, integra a mesa do congresso da ANAM, eleita no dia 6 de dezembro de 2025, em Lamego, reforçando a presença institucional do município nos órgãos nacionais representativos das assembleias municipais. Em declarações ao Voz de Cambra, a presidente do órgão deliberativo de Vale de Cambra sublinha a relevância política e institucional do ato eleitoral, destacando o papel da CCDR Norte na governação regional.
“As eleições para a Presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), a realizar no dia 12 de janeiro, assumem particular importância para o reforço da governação regional e da legitimidade democrática desta entidade, que desempenha um papel central na articulação entre a administração central e os municípios. Para Vale de Cambra, a CCDR-N é um parceiro institucional fundamental na promoção da coesão territorial, no apoio ao desenvolvimento local e na valorização das especificidades do concelho, sendo essencial para garantir que as prioridades do município sejam integradas nas estratégias regionais em benefício das populações.”, revelou ao Voz de Cambra.
Recorde-se que o anterior presidente da Assembleia Municipal de Vale de Cambra, Miguel Paiva ocupou funções de vice-presidente do Conselho Fiscal, durante quatro anos.
No total, mais de 10.700 eleitos locais do continente — incluindo membros dos executivos camarários, deputados municipais e presidentes de junta de freguesia — participam na votação para a escolha dos cinco presidentes das CCDR. Os 278 presidentes das câmaras municipais votam ainda para a eleição de um dos vice-presidentes de cada comissão.
Das cinco CCDR existentes no continente — Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve — apenas a CCDR Norte apresenta uma disputa eleitoral. O atual presidente, António Cunha, recandidata-se como independente, à revelia do acordo político celebrado entre o PS e o PSD, que indicaram como candidato Álvaro Santos. Este último renunciou à vice-presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia apenas dois meses após a tomada de posse para avançar com a candidatura à liderança da CCDR Norte.
Nas restantes regiões, os candidatos resultam de um acordo entre os dois maiores partidos: Ribau Esteves (Centro), Teresa Almeida (Lisboa e Vale do Tejo), Ricardo Pinheiro (Alentejo) e José Apolinário (Algarve). Também os candidatos a vice-presidentes são únicos, na sequência do mesmo entendimento político.
Após o encerramento das urnas, o apuramento dos resultados será efetuado pelas Assembleias Municipais e comunicado à Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), entidade responsável pela divulgação oficial dos resultados. Estas são as segundas eleições indiretas para as CCDR, depois da primeira experiência realizada em 2020.

