O pianista valecambrense Francisco Vilar apresenta-se este domingo, 15 de março, pelas 16h00, no Museu Romântico, no âmbito do Ciclo de Concertos do Festival Internacional de Piano Santa Cecília. O recital integra um programa marcado por sonoridades românticas e impressionistas, reunindo obras de Frédéric Chopin, Claude Debussy e Maurice Ravel.
Cristina Maria Santos
Natural de Vale de Cambra, Francisco Vilar, de 27 anos, reside atualmente em Berlim, onde prossegue os seus estudos musicais e desenvolve uma carreira internacional cada vez mais consolidada. O jovem pianista tem vindo a afirmar-se como solista e recitalista em diversos festivais e salas de concerto por toda a Europa, apresentando-se tanto a solo como em formações de música de câmara.
Licenciado pelo Royal College of Music, em Londres, com honras de primeira classe, o músico português já atuou em espaços de referência como o Bechstein Centrum Berlin e o Museu Nacional de Estocolmo. Ao longo do seu percurso tem interpretado concertos de compositores como Schumann e Rachmaninov com várias orquestras europeias.
No domínio da música de câmara, destaca-se o projeto Duo Kolar, que mantém com a violinista Sofia Kolupov. Em breve, o pianista prepara também o lançamento do seu novo álbum, intitulado Edges of Europe.
Detentor de vários prémios em concursos nacionais e internacionais, Francisco Vilar é hoje apontado pela crítica como um intérprete de grande sensibilidade artística. A sua interpretação é frequentemente descrita como a de um “músico com grande fluidez técnica, musicalidade refinada e uma noção natural de projeção, com uma expressiva performance”.
O concerto deste domingo propõe um percurso musical que passa pelas mazurcas e pela Valsa Brilhante de Chopin, por uma seleção de Préludes de Debussy e culmina com a energia e sofisticação de La Valse, de Ravel. O recital promete assim uma viagem sonora entre o romantismo e o impressionismo, numa experiência que liga o som à cor e à atmosfera evocativa destas obras.
Os bilhetes para o concerto estarão disponíveis no próprio dia, na bilheteira do Museu Romântico, estando a entrada sujeita à lotação da sala. O espetáculo integra o Festival Internacional de Piano Santa Cecília, uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, através da Direção-Geral das Artes.

