O Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Álvaro Castelo Branco, marcou presença no lançamento do livro “A guerra do Ultramar e os combatentes de Vale de Cambra”, de Martinho Almeida, este domingo, no Centro de Artes e Espetáculos de Vale de Cambra, onde sublinhou o papel da obra na preservação da memória coletiva e destacou medidas do Governo de valorização dos antigos combatentes.
Cristina Maria Santos
A iniciativa integrou o programa comemorativo do 25 de Abril no concelho e reuniu várias entidades locais, associações e antigos combatentes.
Na sua intervenção, Álvaro Castelo Branco enfatizou a relevância do livro apresentado, considerando que este “nos dá a conhecer mais sobre a vivência e a experiência na guerra naquele tempo” e contribui de forma decisiva para manter viva a memória histórica. O governante defendeu que Portugal tem o dever de honrar aqueles que serviram a pátria, sublinhando que “num país onde tantas vezes se celebra o supérfluo, é importante recordar heróis como estes”.
Para o secretário de Estado, iniciativas como esta, que envolvem escritores, autarcas e a comunidade, representam um esforço coletivo essencial para transmitir às gerações mais jovens o legado dos combatentes. “Algo vai muito mal num povo que não honra os seus maiores”, afirmou, valorizando o trabalho desenvolvido pelo autor.
Além da componente evocativa, o governante aproveitou a ocasião para destacar as medidas que o Governo tem vindo a implementar em benefício dos antigos combatentes. Reconhecendo que “tudo o que façamos será sempre, por ventura, insuficiente”, apontou, no entanto, progressos concretos alcançados nos últimos dois anos.
Entre estes, destacou a comparticipação a 100% de medicamentos para pensionistas e a 90% de psicofármacos para não pensionistas, a aceleração dos processos dos deficientes das Forças Armadas e o acesso dos membros da Liga dos Combatentes ao Hospital das Forças Armadas. Referiu ainda o reforço na emissão dos cartões de antigo combatente.
Álvaro Castelo Branco sublinhou igualmente o reconhecimento atribuído aos antigos combatentes presentes na Índia portuguesa aquando da anexação pela União Indiana, medida que veio corrigir uma injustiça que se mantinha desde 1961.
O governante assegurou que o Executivo continuará a trabalhar na resolução de problemas ainda existentes, mantendo o compromisso de valorização destes cidadãos.
A sessão terminou com palavras de agradecimento às associações e núcleos da Liga dos Combatentes, bem como uma felicitação ao autor Martinho Almeida pela obra apresentada, considerada um contributo relevante para a história local e nacional.

