Vale de Cambra é um dos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP) que vai integrar a nova Plataforma Integrada de Gestão de Emergência para a Proteção Civil, que deverá começar a funcionar a partir de 1 de janeiro de 2027. Ao Voz de Cambra, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vale de Cambra destaca como principal mais-valia a possibilidade de reunir e registar recursos e ocorrências, tornando essa informação visível aos diferentes agentes de Proteção Civil.
Cristina Maria Santos
A Área Metropolitana do Porto está a ultimar a criação da Plataforma Integrada de Gestão de Emergência para a Proteção Civil, uma solução que pretende reunir informação, meios, comunicações e processos necessários à prevenção, monitorização, resposta e recuperação perante situações de emergência em todo o território metropolitano.
O processo prevê a assinatura de protocolos de cooperação entre a AMP, os municípios e os corpos de bombeiros, com o objetivo de permitir que a plataforma comece a funcionar e a integrar, a partir de 1 de janeiro de 2027, os agentes de Proteção Civil dos 17 municípios que constituem a Área Metropolitana do Porto.
No caso de Vale de Cambra, os Bombeiros Voluntários já deram um passo nesse sentido. Em declarações ao Voz de Cambra, o comandante da corporação explica que a nova solução é semelhante a uma plataforma já utilizada pelos bombeiros valecambrenses.
“A plataforma é parecida com a que está implementada nos Bombeiros de Vale de Cambra. Aliás, já foi assinado o protocolo para que a nova plataforma da AMP possa ter acesso aos dados dos Bombeiros”, revelou.
Informação municipal passa a ficar reunida e disponível
Para o comandante, uma das principais vantagens da nova plataforma estará na possibilidade de alargar a integração de informação ao patamar municipal, incluindo ocorrências cuja resposta é assegurada diretamente pela Proteção Civil Municipal ou por serviços da Câmara Municipal.
“Em termos de vantagem ao nível do patamar municipal, é a possibilidade de registar as ocorrências que acontecem e cuja resposta é feita através da Proteção Civil Municipal e pelos serviços da Câmara Municipal”, explicou.
É precisamente a concentração dessa informação num único sistema que o responsável considera relevante para melhorar a articulação entre os vários intervenientes. “Esta é a mais-valia do sistema: reunir e registar recursos que ficam visíveis aos demais agentes”, sublinhou ao Voz de Cambra.
A nova ferramenta permitirá, assim, criar uma visão mais integrada dos meios, recursos e ocorrências existentes no território, facilitando a partilha de informação e a coordenação entre diferentes entidades, sobretudo perante situações de emergência que possam ultrapassar as fronteiras de um único concelho.
Testes previstos para setembro
A preparação da plataforma tem envolvido reuniões entre a AMP, os municípios e o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil, coordenadas pelo secretário metropolitano responsável pela área da Proteção Civil, Tiago Araújo.
De acordo com a AMP, está previsto que a fase de testes da solução tecnológica arranque nos primeiros dias de setembro. O objetivo é reforçar a capacidade de prevenção, resposta e coordenação dos 17 municípios perante riscos e emergências de dimensão supramunicipal.
A Área Metropolitana do Porto salienta, contudo, que a plataforma não irá substituir os sistemas de emergência existentes, nem as competências dos municípios, corpos de bombeiros, forças de segurança ou da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
A mais-valia da solução estará precisamente na integração e partilha de informação à escala metropolitana, permitindo aos diferentes agentes dispor de uma visão mais abrangente dos recursos e das ocorrências e facilitando a coordenação sempre que seja necessária uma resposta conjunta.

