A antiga Fábrica Martins & Rebello foi palco, no passado dia 11 de abril, de uma experiência única de partilha musical com o projeto “SOMA”, integrado na programação do CAE, que desafiou o público a assumir um papel ativo num momento coletivo de criação.
Cristina Maria Santos
Sem plateia nem palco, o “SOMA” afirmou-se como um verdadeiro encontro em torno da música. Guiados por Diana Castro, os participantes deram voz a uma experiência comunitária onde todos foram convidados a cantar, independentemente da sua formação musical. O resultado foi um momento difícil de descrever, marcado pela emoção e pela união de dezenas de vozes que ecoaram naquele espaço industrial carregado de história.
Um dos pontos altos da sessão foi a interpretação conjunta do tema “Não Sou o Único”, num arranjo que transformou o grupo numa só voz, num ambiente de grande envolvimento e cumplicidade entre todos os presentes.
Inserido nas comemorações do primeiro aniversário do CAE, este projeto destacou-se como um dos momentos mais marcantes da programação, ao propor uma abordagem participativa que rompe com o formato tradicional de espetáculo. Mais do que assistir, o público foi convidado a fazer parte, reforçando a dimensão comunitária e inclusiva da iniciativa.
Para muitos, não se tratou apenas de um evento cultural, mas de uma experiência sentida, onde a música serviu de elo de ligação entre todos os participantes.


