Nelson Martins não é candidato do PS à Câmara de Vale de Cambra mas integra movimento independente

Autárquicas: Nelson Martins não é candidato do PS à Câmara de Vale de Cambra mas vai integrar movimento independente

Nelson Martins – que concorreu à presidência da Câmara de Vale de Cambra duas vezes e, desde 2013, ocupa funções de vereador eleito pelo PS – não será candidato socialista nas próximas eleições e deixa implícito que fará parte de um movimento independente. 

O também professor, explica que foi convidado pela Federação Distrital do PS a recandidatar-se às Autárquicas 2021, mas este apresentou-se disponível a fazê-lo numa plataforma independente, não tendo sido esta proposta aceite pelo Partido Socialista.  

Nelson Martins fará então parte de uma candidatura independente, justificando que  o seu “partido é Vale de Cambra”. 

O projeto do qual fará parte, pretende que, durante quatro anos, “promova condições para o desenvolvimento do nosso concelho e de todas as nove freguesias que o integram, seguindo em linha com a região metropolitana a que pertence”, revela. 

Não renegando as suas convicções ao socialismo democrático, o vereador parte para esta alternativa, recordando que, em anteriores eleições, “remou contra a maré”, com projetos de política local, onde “o predomínio estava nos candidatos independentes”, frisou em declarações ao Voz de Cambra. 

Nelson Martins e os elementos que farão parte deste movimento querem colocar “Vale de Cambra em primeiro lugar”, mote que o vereador afirma não ter sido seguido pelo partido que ganhou as eleições (CDS/PP) em 2013 e que “prometeu fazer crescer Vale de Cambra”, declarou.   

“Se a Terra de Cambra, desde tempos anteriores à criação de Portugal, sempre foi sinónimo de luta e de empreendedorismo, deverão os cidadãos fazer o que nos últimos anos não os deixaram fazer, porque os tentaram adormecer em vez do prometido “fazer crescer””, refere ainda. 

Nelson Martins ainda não adianta quem irá encabeçar a candidatura à Câmara nestas eleições, mas garante que o movimento vai integrar projetos culturais e educacionais, económicos e sociais que pretendem criar uma mudança no rumo do concelho. 

“A política terá de ser a arte de construção de um bem-estar comum coletivo e não oportunidade de, de quatro em quatro anos, se aparecer no boletim de voto”, explica. E acrescenta que “a prioridade das prioridades é Vale de Cambra, pois, mantendo os meus ideais, afirmo-me por um bem maior, a comunidade a que pertenço e que precisa do empenho e participação cívica ativa das mulheres e homens que acreditam numa mudança de rumo para Vale de Cambra”, conclui.  

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