O campo do Grupo Desportivo e Cultural de Codal, com mais de 50 anos de história, encontra-se atualmente sem condições de utilização, depois das fortes tempestades que têm assolado o país terem provocado a inundação total do relvado e danos significativos nos balneários.
Cristina Maria Santos
“Sentimo-nos impotentes perante a força da natureza”, refere o clube num comunicado divulgado nas redes sociais, onde apela à ajuda da comunidade para reerguer aquela que consideram ser “a casa de todos”.
O clube, que conta com duas modalidades — a secção de futsal, a competir na 2ª Divisão Distrital de Aveiro com cerca de 20 atletas, e a secção de Teatro, que envolve outros 20 participantes — vê agora ameaçada a sua continuidade.
O campo, inaugurado em 2005, já é a segunda vez que sofre uma inundação, uma vez que se encontra próximo de uma linha de água. Para além da prática desportiva, este espaço é essencial para a realização de eventos culturais da secção de teatro, sendo também alugado para atividades lúdicas da freguesia de Codal e de várias associações do concelho de Vale de Cambra. É precisamente dessa receita que o clube garante a sua sustentabilidade financeira.
Em declarações ao Voz de Cambra, o vice-presidente do clube, Ricardo Tavares, admite que a situação é “muito complicada”, sublinhando que o aluguer do espaço era fundamental para manter as atividades. “O clube pode não resistir se tiver que suportar as despesas da reconstrução do campo”, afirmou.
Para evitar esse cenário, a direção espera contar com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, que já manifestaram disponibilidade para ajudar. O clube apela ainda ao contributo de empresas, seja a nível financeiro ou através da cedência de materiais.
Nos próximos dias será feito um levantamento detalhado dos estragos e pedidos orçamentos para a reconstrução, valores que serão posteriormente apresentados às referidas entidades.
Entretanto, uma das primeiras consequências já é certa: o tradicional torneio de futebol de 5, habitualmente realizado em junho, não deverá acontecer este ano, uma vez que não se prevê que a situação esteja resolvida até lá.
Ricardo Tavares lembra ainda que “não é só Codal que perde”. Ao longo dos anos, aquela infraestrutura tem acolhido diversas iniciativas promovidas por associações de todo o concelho de Vale de Cambra, assumindo-se como um espaço central da vida comunitária local.
Perante mais esta adversidade, o clube garante que não desistirá, mas reconhece que o apoio da comunidade será decisivo para que o campo volte a ter vida.





