A freguesia de Macieira de Cambra acolheu, neste sábado, o lançamento do livro “Luiz Bernardo de Almeida – Quando um homem se torna Lenda”, o mais recente volume da coleção do projeto Vale de Tesouros.
Cristina Maria Santos
A iniciativa contou com uma forte adesão da comunidade, reunindo participantes de várias idades numa tarde marcada pela cultura, convívio e valorização da história local. O programa teve início com uma caminhada inaugural, que partiu da Casa do Povo Luiz Bernardo de Almeida, envolvendo crianças e adultos num percurso simbólico ligado à memória da freguesia.
Promovido pelas coordenadoras do projeto, em parceria com a Junta de Freguesia de Macieira de Cambra, a Câmara Municipal de Vale de Cambra, a Fundação Luiz Bernardo de Almeida e associações locais, o evento destacou-se como um momento de celebração da identidade cultural do concelho.
O livro, da autoria de Isabel Gonçalves, Clarisse Costa e Cláudia Leite, com ilustrações de Carla Anjos, dá a conhecer a história de Luiz Bernardo de Almeida, figura marcante da freguesia, cuja vida e legado continuam a inspirar gerações.
Segundo as autoras, esta edição distingue-se por ser “o mais narrativo dos cinco livros da coleção”, uma vez que retrata uma personalidade real. A obra está estruturada em três partes — a vida, o legado e uma componente interativa — permitindo aos leitores conhecer melhor o homem e a sua obra, mantendo a vertente participativa que caracteriza o projeto.
Tal como nos volumes anteriores, o livro inclui desafios e propostas que incentivam os leitores a explorar o território, numa abordagem pedagógica que aproxima especialmente os mais jovens do património local. A parceria com a Fundação Luiz Bernardo de Almeida foi também destacada pelas coordenadoras como fundamental para a concretização desta edição.
Criado em 2022, o projeto Vale de Tesouros tem vindo a percorrer as freguesias de Vale de Cambra na recolha e divulgação de histórias e lendas locais. Desde o primeiro livro, A Lenda do Cabeço do Outeiro dos Riscos, apresentado em Cepelos, até aos títulos dedicados a Rôge, São Pedro de Castelões e Junqueira, a coleção tem contribuído para preservar a memória coletiva do concelho.
Com este quinto volume, o projeto reforça a sua missão de valorizar e transmitir o património cultural às gerações futuras. “Pretendemos garantir que estas memórias permaneçam vivas e que estes tesouros populares, de valor incomensurável, continuem a ser partilhados”, sublinham as autoras.










