Emblemático troço recebeu novamente uma prova de rali, revivendo uma das páginas mais marcantes da história do automobilismo português.
Cristina Maria Santos
A Serra da Freita voltou este domingo a escrever uma nova página na história do automobilismo nacional, ao receber novamente uma classificativa de rali, 52 anos depois da sua estreia no Rally de Portugal de 1973. recorde-se de que, o rali já tinha passado pela Freita em 1971 e 1972, anos em que o Rallye Internacional TAP contava para o Campeonato Europeu de Ralis, na altura, a maior e mais importante competição continental da modalidade.
Integrada na derradeira fase do APCAR Rally Series Stars Vale de Cambra, a mítica classificativa trouxe de volta ao panorama competitivo um dos troços mais emblemáticos dos ralis portugueses, percorrido por centenas de espectadores que não quiseram perder o regresso da velocidade à serra.
A organização recorda que foi precisamente em 1973 que a Serra da Freita integrou, pela primeira vez, o percurso do Rally de Portugal, numa classificativa conquistada pelo piloto francês Bernard Darniche, ao volante de um Alpine-Renault A110 1800, um dos automóveis mais icónicos da história da modalidade.
Mais de meio século depois, o traçado voltou a desafiar alguns dos melhores pilotos nacionais, preservando as características que o tornaram uma referência no automobilismo: um percurso técnico, exigente e envolvido pela paisagem singular da Serra da Freita.
O regresso desta classificativa constituiu um dos momentos mais aguardados do APCAR Rally Series Stars Vale de Cambra, permitindo recuperar uma importante ligação histórica entre o concelho e o Rally de Portugal, ao mesmo tempo que voltou a colocar a Serra da Freita no mapa das grandes provas do desporto automóvel nacional.
Com esta passagem pela Freita, a competição entrou na sua reta final, encerrando um fim de semana que devolveu a Vale de Cambra o ambiente dos grandes ralis e reafirmou a forte tradição automobilística do concelho.

